Na sequência do que tenho vindo a falar sobre a “abordagem” que fiz, aqui fica o essencial.
Desde há bastante tempo que tenho manifestado interesse em fazer voluntariado, porque considero uma actividade muito gratificante para quem faz e para quem dela beneficia; todavia, e por manifesta falta de tempo, tal nunca se concretizou.
Como agora tenho todo o tempo livre pelas razões que se conhecem, decidi pôr mãos à obra, e foi o que aconteceu na passada semana.
Existe, onde vivo, a Casa de Saúde das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, uma instituição para doentes mentais. Comecei por me dirigir ao local onde conversei com a “irmã” responsável pelo departamento que me elucidou, de uma forma mais “técnica”, o que é o voluntariado naquele caso concrecto.
Hoje, fui fazer o “reconhecimento” da instituição e, embora conhecesse já as instalações há muitos anos, fiquei altamente surpreendido com o desenvolvimento a nivel fisico da estrutura existente; está dez vezes superior ao que era.
Devo dizer que fiquei muito impressionado com o que vi em algumas unidades: doentes mentais profundas, pessoas totalmente dependentes e, acreditem, nunca pensei encontrar pessoas naquele estado de letargia/apatia, apesar de estar consciente do que poderia encontrar; mas digo-vos sinceramente que não pensava que um doente mental pudesse atingir tal estado de degradação!
Para alijeirar um pouco mais este post, devo referir que encontrei trabalhos simplesmente fantásticos feitos pelas doentes que já dispôem de alguma autonomia mas orientadas por monitoras, tais como Arraiolos, trabalhos em serapilheira, arranjos florais, empalhar cadeiras etc, etc.
Para concluir, dizer-vos que irei tentar fazer a minha integração numa unidade mista, onde se encontram pessoas com Alzheimer, Parkinson e onde não existem patologias mais complexas pois, muito honestamente, não sei se conseguiria uma integração!